Opinião

Editorial:: Brasil precisa olhar com mais cuidado para empresas que comercializam medicamentos, a alta de custos não podem ser pretextos para sonegar

Do Orcon Press 24/08/2025

O Brasil é um dos países em que mais se consomem remédios no mundo.
E também um dos que, mais se vendem medicamentos sem prescrição médica.
É muito comum que todos nós procuremos uma farmácia quando sentimos algum tipo de desconforto e queremos um alívio rápido. Muitas das vezes a ida na farmácia acaba sendo mais viável, que a um médico, e se resolvem os casos mais leves.
O país proibiu a venda de diversos medicamentos sem prescrição, para evitar superdosagem de medicamentos, mas ainda assim, vendas acontecem na moita.

Outro problema que é recorrente, é a venda de medicamentos cujo os valores são sonegados no imposto das empresas.
Os altos custos dos remédios no Brasil, fazem muitas das vezes as farmácias acharem soluções criativas e nada ortodoxas, para que possam lhe dar com a crise.
Sonegando impostos, o país deixa de arrecadar, mas o consumidor também ganha, ou pensa que sim. Os medicamentos acabam sendo comercializados um pouco mais baratos e o consumidor final agradece.
Mas sem arrecadar, o Brasil fica com a situação econômica pior, do que se tivesse arrecadando, e é onde faltam recursos para áreas essenciais como a própria saúde, quando se precisa de fato dela, para consultas, exames e cirurgias, situações que não podem ser resolvidas na farmácia.

É verdade que os remédios tem um alto custo no Brasil, mas também é verdade, que as farmácias não podem sonegar impostos ao bel prazer.
Esse ciclo vicioso, acaba prejudicando mais a população e enriquecendo os sonegadores, vulgos donos das redes.
Não existem farmácias baratas no Brasil, isso é um fato.
Todas as vezes que um medicamento é comercializado abaixo do custo, é porque seu imposto está sendo sonegado.
E de 60 a 80% das redes brasileiras, adotam essa prática.

O Ministério Público de São Paulo trouxe a discussão ao centro do tema, depois de operações contra redes de farmácias no estado.
Só a Ultrafarma, ré confessa, afirmou sonegar 60% de tudo que comercializava em sua rede de drogarias.