Por Analice Prats: Tecnoverso
31/08/2025
Na noite do sábado, 30 de agosto, a Sinquia, uma empresa responsável por gestão de sistemas usados para pagamentos de bancos, anunciou que sofreu uma invasão hacker.
A invasão teria ocorrido na sexta-feira, 29, e todos os sistemas da empresa foram desligados logo que se percebeu a invasão.
A empresa pontuou, que houve uma vultuosa quantia em dinheiro que foi movimentada de contas no Pix, para contas de laranjas, rapidamente removidas.
Parte das transferências foi bloqueada pelos sistemas e pelo próprio Banco Central, mas R$ 400 milhões passaram, e foram desviados.
Os montantes estavam em contas de clientes do banco HSBC, que em meados de 2016 foi adquirido pelo Bradesco.
Não há informações se clientes do Bradesco também tiveram problemas.
A Sinquia comunicou junto ao fato relevante da invasão, que seus sistemas estão passando por manutenção e correção de eventuais falhas que levaram a invasão ocorrer.
E que o problema foi externo, ou seja, ninguém da empresa teve a ver com o fato.
Outro ponto destacado, é que o montante que foi retirado das contas mas bloqueado pelo sistema, será devolvido aos clientes, assim que os sistemas voltarem a operar, porque não saíram efetivamente dos bancos.
Os R$ 400 milhões desviados porém, será outra historia.
O cliente precisará comprovar, como determina a lei, que foi roubado e não realizou a transação, para que o banco se responsabilize pelas devoluções.
Nem o HSBC nem o Bradesco, se manifestaram sobre a invasão ou o que pretendem fazer, nesse momento.
A Sinquia, é uma empresa que presta serviços ao Banco Central e outras instituições financeiras, e que é uma das responsáveis pela gestão do Sistema Brasileiro de Pagamentos, o SBS.
O Banco Central também não se pronunciou sobre a invasão.
Que não foi a primeira a acontecer no Brasil.
Em julho, R$ 800 milhões já haviam sido desviados em Pix, de outra empresa responsável por administrar o mesmo sistema.
Naquela época, foi identificado que um funcionário da própria empresa tinha sido o autor do ataque. Ele chegou a ser detido e hoje responde a um processo em liberdade. O funcionário foi denunciado pelo Ministério Público.
