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São Paulo zera filass eletivas por reparo de válvulas cardíacas após 18 meses de denúncias da Agencia Orcon Press

Por Mariana Castro: Agencia Orcon Press

23/09/2025

“Sabemos que nosso trabalho é bem feito e que dá resultados, quando chegamos em dias como os de hoje, onde podemos celebrar um dado tão importante como o que celebramos agora”. Foi o que disse o Jornalista Guilherme Kalel, Editor Responsável da marca Orcon Press e desta Expresso 365, na última segunda-feira, 22, ao celebrar uma das mais importantes conquistas do ano.
São Paulo, o maior estado brasileiro em termos econômicos, finalmente resolveu um problema que por anos assolava sua população, e agora não tem mais pessoas a espera de cirurgias cardíacas por reparos de válvulas.
Essa historia é antiga, e vinha sendo alvo de reportagens na Agencia Orcon Press e na Expresso 365, desde fevereiro do ano passado.
Crianças, adultos, idosos, pessoas que esperavam pela morte, numa fila por um procedimento que deveria ser emergencial mas que estava sendo tratado como eletivo, pelo governo paulista.

Foram preciso dezenas de reportagens, diversas denúncias, depoimentos e mortes. Para que o governador Tarcísio de Freitas finalmente fizesse a coisa certa.
O estado encerrou na última quinta-feira, 18 de setembro, todos os procedimentos de reparo de válvulas cardíacas em pessoas que estavam na fila estadual.
Em 2 meses, foram feitas 138 cirurgias sendo 38 delas só na capital paulista, destacou a Secretaria Estadual de Saúde.

O governo paulista teve que se adequar, e cumprir um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público Federal, junto ao Ministério da Saúde, o que demorou mas deu certo.
Antes tarde do que nunca, São Paulo vira a página nesse quesito o que é importante se destacar.
O trabalho da Equipe Orcon, foi fundamental e essencial, na cobrança para que isso pudesse acontecer.
E hoje, os frutos colhidos pela população, resultam desse trabalho árduo, como o Jornalismo tem que ser.

Guilherme Kalel destaca que a fiscalização segue, para garantir que o Estado siga a cumprir o TAC, e que as cirurgias continuem a ser tratadas como emergenciais.
Nas últimas duas semanas por exemplo, 5 procedimentos nesse sentido foram realizados, em pessoas que não precisaram esperar em filas, conforme os dados obtidos pela Reportagem.
Mas o problema não assola apenas São Paulo, apesar de ter começado pelo estado.
Isso foi a abertura para uma porta maior, que mostrou que em quase todos os estados da Federação, os casos de reparos valvulares, eram tratados como eletivos, desde 2021.
Isso fez com que uma extensa fila se formasse a nível nacional que já chegou a ter mais de 2300 pessoas a espera de cirurgias.
Foi a razão pela qual o Ministério Público Federal, se envolveu no caso, chamando Estados e o Ministério da Saúde a um acordo, o TAC.
Pela documentação assinada, a Pasta se comprometia a fazer repasses para que os estados custiassem as operações, e que a partir daí, gerissem em conjunto gastos futuros para as emergências.
Em São Paulo, o governo não esperou pelo Ministério da Saúde fazer sua parte.
O TAC foi assinado em abril de 2025, 1 ano e 2 meses depois das primeiras denúncias no Orcon Press.
Porém, o Estado decidiu em junho, custear todas as operações com recursos próprios.
Mais de R$ 7 milhões foram empregados segundo a Secretaria de Estado da Saúde, para a realizacção dos procedimentos, na capital, no litoral e no interior paulista.
São Paulo, que chegou a ter 198 pessoas a espera de cirurgias, viu esses números caírem para 154 em abril, 146 em junho e depois o zerar, em setembro.
“Os resultados apresentados agora mostram que nós enquanto Jornalistas, não podemos nos refutar a nossas responsabilidades, em levar ao conhecimento público o que acontece. E que quando se faz o trabalho com credibilidade e corretividade, atingimos nosso objetivo, mostrando as autoridades o que precisam saber, cobrando posicionamentos e resoluções, como as que chegamos agora”, destaca Kalel.
O governo paulista também comemorou, o resultado atingido com o fim da fila.
“Hoje São Paulo se orgulha em não ter mais filas para um procedimento tão essencial como cirurgias cardíacas.
Este caso deve ser tratado com a seriedade que merece e é emergencial. O governo assumiu em 2023 com a missão de encerrar filas e melhorar a vida das pessoas e é o que estamos realizando, com todo suporte do governador Tarcísio”, diz nota da Secretaria de Saúde.

É importante se destacar, que o estado tinha em 2022, 108 pessoas nas filas a espera de procedimentos cardíacos de reparo de válvulas.
As filas tem início em 2021, ainda na gestão João Doria, quando a Pasta passou a classificar os procedimentos como eletivos, não mais emergenciais.
Mas na gestão Tarcísio, os números aumentaram e mortes começaram a ser registradas.
Ao todo, 47 pessoas morreram em São Paulo, a espera de uma cirurgia de reparo de válvula cardíaca, entre janeiro de 2024 a julho de 2025. Destas, 25 foram crianças.
A Agencia Orcon Press, cobriu desde o começo as denúncias com exclusividade, sendo o único Portal de Notícias e a única Revista do país, a enfatizar o que aconteceu não apenas no estado, mas em todo o Brasil.

Foto / Reprodução – Imagem mostra representação de um coração humano