Por Leandro Moreira
11/11/2025
Uma servidora da Polícia Civil de Minas Gerais, foi presa neste domingo, 9, após ser acusada de desviar mais de 200 armas de fogo de diversos calibres, que estavam armazenadas numa delegacia no Barreiro, na região metropolitana de BH.
A servidora é acusada de ter desviado os armamentos e repassado para o crime organizado e foi descoberta após investigações apontarem suas ações dentro da delegacia.
A Polícia Civil informou, que as armas estavam armazenadas no local após apreensões em operações policiais e seriam provas em processos criminais.
Não é possível saber ainda para onde o armamento foi levado, e nem desde quando a servidora estava trabalhando com o crime organizado, o que deve ser feito em investigações mais abrangentes.
O Sindicato de Policiais Civis do estado aproveitou o momento para denunciar a situação precária que vive a corporação em Minas.
Apesar de desde 2019 existir uma lei sobre cadeia de custódia da prova e a determinação para locais específicos de armazenar esses itens, muitas delegacias não cumprem a legislação porque não existem os espaços adequados para o envio do material em Minas.
O estado teve 6 anos para se adequar a nova legislação, mas delegacias muitas das vezes improvisadas em residências alugadas e sem a segurança necessária, são alvos fáceis para criminosos.
O sindicato ainda destaca que a servidora em questão, é apenas o começo de um problema muito maior.
Ela viu a oportunidade e trabalhou com o crime, graças a uma carreira sucateada, pouca valorização e muita pressão do estado sobre os policiais, exigindo resultados que muitas vezes não vem, pela precariedade da Polícia Civil.
O governo de Minas ainda não comentou as alegações feitas pelo sindicato, nem denuncias estruturais da corporação.
