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Fraudes no INSS: Operação da Polícia Federal prende Ex-presidentes de Autarquia nos governos Bolsonaro e Lula

Por Amanda Heimann

13/11/2025

A Polícia Federal deflagrou na manhã de quinta-feira, 13 de novembro, mais uma fase da operação “Sem Desconto”, que apura fraudes no INSS, Instituto Nacional de Seguridade Social, em descontos de benefícios de aposentados e pensionistas por entidades associativas.
Na operação, a PF cumpriu 63 mandados de busca e apreensão em diversos estados brasileiros além de 10 prisões. Todas autorizadas pelo Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso na Corte.
Entre os detidos estão Alessandro Stefanutto, ex-presidente da Autarquia, de julho de 2023 a abril de 2025, no governo Lula.
E José Carlos Oliveira, Presidente do INSS no governo Bolsonaro e ex-Ministro do Trabalho e Previdência do ex-presidente.
Entre os detidos também, está o lobista apontado como “Careca do INSS”, que já está detido desde setembro e que teve novo mandado de prisão decretado agora.

Os investigados e presos, são apontados como membros de uma organização criminosa que usou sistemas da Previdência Social para que pudessem cometer fraudes, descontando mensalidades associativas indevidas de aposentadorias e pensões.
O esquema foi revelado pela Agencia Orcon Press em 15 de abril de 2025, 8 dias antes da PF deflagrar a primeira fase da “Sem Desconto”.
Até o momento já conseguiu-se apurar que cerca de 8,5 milhões de pessoas foram vítimas do esquema, num desvio de R$ 6,3 bilhões.
O montante é a maior fraude já registrada no Brasil em um dos maiores esquemas de corrupção da historia.
Agentes públicos foram cooptados por entidades associativas para repassar dados de aposentados e pensionistas.
Essas entidades pagaram propina, pelo acesso aos dados e depois, para continuarem descontando os valores.
De 29 entidades associativas cadastradas na Previdência Social, mais da metade estão sobre holofotes de investigações hoje e esse número pode aumentar.

A defesa de Alessandro Stefanutto, disse que sua prisão era ilegal e pediria a revogação na Justiça.
José Carlos Oliveira foi encaminhado para colocar tornozeleira eletrônica mas não comentou a operação da qual foi alvo.

Entre os investigados pela Polícia Federal, estão dois deputados, que tiveram mandados de busca cumpridos contra si, em escritórios e endereços ligados aos parlamentares.
Foram apreendidos pela PF, carros, equipamentos eletrônicos e até armas.