Por Guilherme Kalel e Amanda Heimann
Do Pauta On 17/11/2025
O INSS tem sido alvo de reclamações e denúncias aos canais de comunicação com o público da Agencia Orcon Press.
Uma dessas denúncias que é gravíssima, se refere a falta de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, nos acessos ao Meu INSS, Site ou Aplicativo da Previdência Social.
A questão é que para fazer prova de vida ou bloquear e desbloquear benefícios para realização de empréstimo consignado, está sendo exigido o reconhecimento facial.
Muitos deficientes visuais moram sozinhos, outros tantos moram com outras pessoas que também tem a mesma deficiência.
Sendo assim, obviamente seria uma brincadeira de muito mal gosto, pedir a pessoas que não enxergam que tirem uma foto, como destacam as mensagens encaminhadas nas últimas semanas para a Agencia Orcon.
O INSS foi procurado para se manifestar sobre o tema, mas não deu nem um posicionamento.
A Agencia Orcon quer saber, por que a Autarquia adotou esse procedimento sem criar mecanismos alternativos para pessoas com deficiênciia visual?
Se isso não seria uma forma de discriminar, o que seria por si só crime, as pessoas com deficiência.
Os questionamentos não foram respondidos e o espaço segue aberto para manifestação do órgão.
Deficientes visuais ouvidos pela Reportagem, classificam não apenas como discriminação mas como violação da LBI (Lei Brasileira de Inclusão), Lei 13146, promulgada ainda no governo Dilma Rousseff, que já possue 10 anos e ainda assim, não tem total respeito por parte das pessoas, empresas ou mesmo autarquias ligadas a governo.
Essa violação acontece, porque a LBI determina que todos devem ser tratados com igual condições, fornecendo recursos de acessibilidade quando necessário, para as pessoas com deficiência.
No caso do INSS, eles descumprem a LBI, ainda mais se tratando de autarquia federal, ao não fornecer medidas alternativas ao reconhecimento facial.
Há uma lista de pessoas que não conseguiram desbloquear seus benefícios para usar o crédito consignado, por conta dessa inacessibilidade, desde maio de 2025.
São pessoas que tem margem, precisam do recurso e não conseguem acessa-lo.
Há ainda, uma outra lista de deficientes visuais, que voltaram a reclamar, porque após muitas tentativas conseguiram com o apoio de terceiros fazer o reconhecimento.
Mas seus benefícios voltaram a receber bloqueio, forçando novo reconhecimento, neste domingo, 16 de novembro. Como mostra reportagem da Agencia Orcon Press.
