Por Guilherme Kalel
Do Pauta On
21/11/2025
O Senado Federal recebe a indicação do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.
O Advogado-Geral da União, foi escolhido por Lula para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro.
Mas, o Congresso Nacional de forma clara, preferia outra indicação a não de Messias.
O senador Rodrigo Pacheco foi preterido ao cargo. Advogado de carreira com notório saber jurídico, com bom trânsito no Supremo e nas casas legislativas, até ministros da Suprema Corte não esconddem a preferência por Pacheco.
Contudo, Lula preferiu a indicação de um amigo e aliado político para a vaga.
Messias é do velho quadro do PT, que esteve com Lula desde o começo e não abandonou o barco, quando ele foi preso em Curitiba pela Lava Jato.
Apesar de ser ainda relativamente jovem, o AGU ganhou destaque ao ser nomeado para o cargo que ocupa hoje no governo federal.
Os senadores por sua vez, veem com restrições a ida dele para o STF com o receio de que isso seja mais uma forma de ativismo judicial e politizar a Corte.
Com mais um indicado por Lula pertencendo a seu espectro político, o Presidente já mandou Cristiano Zanin, seu advogado pessoal, e Flávio Dino, ex-ministro da Justiça para o Tribunal, haveriam espaços dentro do STF para aprovação de medidas que o PT almeja e mudanças significativas de interpretação na Constituição.
Rodrigo Pacheco seria um ponto de equilíbrio nessa balança, assim como Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União, outro preterido para a vaga mas que acabou não avançando.
E agora?
Se houve indicação de Messias e os senadores não o querem no cargo, só resta uma coisa a fazer.
O Senado precisa cumprir o seu papel, e esquecer emendas e promessas vazias de Lula da Silva, se estão lá para proteger os interesses da população, o mínimo que se espera é que façam isso agora e rejeitem a indicação.
Lula decidiu peitar senadores, sabendo que não tem preferências por Messias e precisa pagar o preço por isso.
Até porque, está na hora do Presidente parar de tratar o país, como se ele fosse seu parquinho onde ele faz, acontece, manda e desmanda, e resolve tudo com emendas Pix.
Mais importante do que reprovar Messias porque o Senado não gosta de seu perfil, é dar um recado claro a sociedade.
Jorge Messias sabia desde 2024 sobre as fraudes no INSS e nada fez para evita-las.
Uma pessoa assim não possui reputação ilibada nem de longe, para sentar na cadeira da Suprema Corte do país.
Guilherme Kalel é Jornalista e Escritor.
Editor Responsável da Agencia Orcon Press e do Jornal RS Connect.
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