Por Karoline Forrester
Do Pauta On
04/12/2025
A Sabesp, Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, investiu R$ 300 milhões para a realização de uma obra de captação de água, na região conhecida como Serra do Mar.
A ideia é que a captação fosse iniciada em junho de 2026, mas o processo teve de ser antecipado em 6 meses.
A obra permite a captação de água em um rio da região, sendo levada ao alto Tietê, com 2500 litros d’água por segundo.
Para a viabilidade da captação, a Sabesp precisou construir dutoras em concreto, para não impactar o ambiente.
Escavar um túnel de mais de 500 metros nas montanhas, e usar geradores para fazer as bombas funcionarem.
Isso porque, a obra só será 100% conclusa e capaz de operar sem os geradores em 2026.
Uma vez em funcionamento a região seria capaz de ampliar em 17% a capacidade de abastecimento do Alto Tietê.
Que está responsável por abastecer cidades da região metropolitana de São Paulo.
Essas cidades estão hoje impactadas com uma forte crise hídrica que se alastra desde julho, devido a falta de chuvas.
Apesar de São Paulo ter registrado acumulados acima da média, não chovve especificamente nas regiões em que é preciso, para ampliar a capacidade de captação.
As expectativas são de que esses volumes melhorem nos próximos meses, mas a Sabesp trabalha para evitar racionamentos como os mais acentuados, ocorridos na crise de 2014.
Os níveis dos rios estão abaixo da sua capacidade, em dados preocupantes.
Enquanto o Tietê atingia 19% na quarta-feira, 3, o sistema Cantareira tinha apenas 21% de sua totalidade de vazão.
Esses números preocupam porque no Cantareira por exemplo, há uma semana a capacidade era de 29%, e caiu de forma acentuada e rápida.
Por conta desses números a Sabesp teve que implementar um sistema de baixa pressão, em São Paulo e em cidades da região metropolitana.
A Companhia reforça que não é um racionamento, mas sim a retirada da pressão d’água, chegando menor quantidade entre as 19h e as 5 da manhã.
O horário escolhido é quando há um menor consumo de água e não impacta direto a vida dos moradores, explicou a Sabesp.
A Secretaria de Meio Ambiente do estado, explica que as obras da Sabesp vão minimizar um efeito nessa crise hídrica, mas que ainda não resolvem todo o problema de abastecimento na capital.
Somente com o aumento das chuvas e dos níveis dos reservatórios, poderia se afastar possibilidades da crise se acentuar.
