Por Frederico Barreto
Do Pauta On
09/12/2025
Com a decretação de liquidação do Master feita pelo Banco Central no último 18 de novembro, muitos investidores se perguntavam o que fazer com os valores que foram aplicados na instituição.
A boa noticia para parte dessas pessoas é que aqueles investimentos garantidos pelo FGC, começarão a ser pagos ainda nesse ano de 2025.
O Fundo espera apenas que o Master encaminhe a lista completa com o nome de todos os clientes aptos a receber para iniciar os pagamentos.
Calculando que isso geralmente acontece entre 30 a 40 dias depois do decreto de liquidação, o prazo está correndo.
Até o fim desse mês o FGC terá o nome de todos os investidores que estarão aptos a receber.
Mas é preciso estar atento.
Só receberão nesse momento aqueles que tem investimentos de CDB, garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos, o FGC, limitados a R$ 250 mil, por CPF ou CNPJ.
São segundo cálculos iniciais, 1,6 milhões de cadastros que estão nessa situação e que poderão receber de volta os pagamentos.
Mesmo que os investimentos não estejam vencidos, como houve a quebra do banco, os valores serão devolvidos na íntegra do investimento, limitado a R$ 250 mil.
Segundo o FGC, serão consumidos R$ 41 bilhões do fundo, para pagar a essas pessoas e empresas, dentro desse escopo.
Os pagamentos são feitos em até 48h, após o FGC receber a lista do Master e fazer a comparação dos dados.
Quem tem investimento no Master e vai receber o valor de volta, precisa estar atento.
É preciso preencher um formulário pelo APP do FGC, baixado nas lojas de Aplicativos, para que tenha acesso e direito ao pagamento.
Quem não preencher não recebe.
O FGC não cobra nada antecipado, não tem nem uma outra empresa que responda por si, e o único canal de contato é pelo APP FGC. Bom que se destaque já que golpes aos montes já surgem no mercado.
E quem investiu mais?
Infelizmente para investimentos maiores que R$ 250 mil, não há garantias do Fundo Garantidor de Créditos.
Nesses casos o investidor terá que esperar mais.
O Interventor do Master, nomeado pelo Banco Central, deve fazer um levantamento dos bens do banco, de acionistas e a melhor forma de vendê-los.
Após essas vendas o Master irá quitar débitos trabalhistas, com seus funcionários que estão sendo demitidos, com a liquidez da instituição.
O que sobrar, deve ser dividido proporcionalmente com os investidores.
Importante, essas pessoas não recuperarão na íntegra os investimentos, apenas parte dele, a depender de valores levantados pelo Master.
Não há garantias de recebimentos e as percas serão bilionárias, apontam especialistas.
De fato essa perca será muito grande, em especial para investidores profissionais e fundos de pensões, que investiram no Master e não tem suporte do FGC.
Só de previdências Municipais, são R$ 2 bilhões perdidos, a que se tem conhecimento até aqui.
Frederico Barreto é economista e escreve para a Agencia Orcon Press e o Pauta Regional.
Analisando e explicando os assuntos complexos e trazendo-os ao entendimento do público de forma dinâmica e objetiva.
