Brasil e Mundo

PSDB tenta ressurgir como uma fênix das cinzas pelas mãos de Aécio Neves

Por Mariana Rech

09/12/2025

O mineiro e Deputado Federal Aécio Neves, assumiu na semana passada a Presidência do PSDB.
Aécio comandou o partido uma oportunidade, e deixou o comando da Legenda para a disputa presidencial de 2014, quando perdeu no 2º turno para Dilma Rousseff.
Dali em diante iniciou-se uma derrocada do partido que ganhou proporções catastróficas em 2018 e 2022, tornando o que antes foi referência, em algo a nível de ser um nanico da política.

Agora, Aécio volta ao comando da Legenda com o objetivo de fazer o PSDB grande de novo.
O Deputado ainda não crava se irá disputar o governo em Minas mais uma vez, apesar de ter tido o nome ventilado nos bastidores.
Mas crava estratégias que pretende usar, para fazer o partido ter tração.
Neves disse na semana passada que tem conversado com lideranças políticas e que lamenta o PSDB ter perdido quadros históricos nos últimos anos, num processo de desidratação profunda.
Aécio Neves defende a recuperação da Legenda, sem que seja incorporada ou fundida a qualquer outra. Também descartou qualquer federação nesse momento, permitindo com que o partido siga sozinho.

Com 15 deputados hoje, Neves quer dobrar a bancada nas eleições de 2026 e chegar a 30.
Também quer ampliar a participação da sigla no Senado Federal.
As eleições presidenciais ainda são incógnitas. Mas o PSDB não abre mão de estar discutindo o Brasil.
Aécio disse que trabalha para construir um plano de governo para o país e apresenta-lo nos próximos meses.
O partido adiantou, não vai apoiar nem Lula nem ninguém alinhado ao bolsonarismo, e defende uma candidatura mais ao centro. A chamada terceira via que muitos buscam mas que ninguém conseguiu de fato levar.
Neves não disse ainda quem deve ser o nome do PSDB, para uma eventual disputa Presidencial.
E trabalha com a construção de diálogos, destacou.

O PSDB já foi relevante mas perdeu sua relevância em meio a disputas internas sem nexo, especialmente impulsionado pelo racha após a saída de Geraldo Alckmin em 2022.
As previas nacionais, entre João Doria e Eduardo Leite, foram outro ponto na Legenda que fragmentou ainda mais a sigla e a quase fez desaparecer.
Na UTI, condenado a morrer, o PSDB ainda tem um último suspiro e tenta se agarrar a isso para se reinventar e ressurgir.
Aécio acredita que o partido possa surgir mais forte e melhor, e que há muito que se aprender em todo esse período conturbado para a Legenda.

Mariana Rech é formada em Direito, Administração e Gestão Hospitalar.
Escreve as terças-feiras para a Agencia Orcon Press em sua Coluna Especial que leva o seu nome.
Analisa questões do cotidiano, da política, da economia e da vida das pessoas.