Por Karoline Forrester
Do Pauta On
09/12/2025
Motoristas de ônibus e cobradores, realizam uma paralisação de serviços na tarde desta terça-feira, na capital.
A paralisação teve início por volta das 16h, com veículos sendo recolhidos para as garagens por conta de impasses com pagamentos.
O Sindicato de Motoristas da capital, alega que as empresas não realizaram os pagamentos de 13º salário, nem de vale alimentação das férias.
Estava acordado que o montante seria pago nessa semana, até a data desta terça-feira para os trabalhadores.
Contudo, as empresas encaminharam uma carta ao sindicato no começo da manhã, informando que não conseguiriam passar os valores e culpou a Administração Municipal pelo atraso nos repasses.
As empresas alegam que, faltam recursos em caixa para o pagamento que ainda não foram liberados por conta de um travamento nas contas do Município.
A expectativa é que os valores fossem liberados até a segunda, 8, antes de um julgamento no Tribunal de Contas do Município, o que não ocorreu.
A Prefeitura de São Paulo contradiz a informação e reitera que os repasses de subsídios por parte da Prefeitura estão em dia.
O Prefeito Ricardo Nunes destacou que é má fé, o que o consórcio de empresas para operar o transporte coletivo promove nesta data na capital.
O Prefeito determinou o registro de um boletim de ocorrência contra as empresas, que estariam descumprindo o contrato vigente e violando leis Municipais, ao recolher ônibus no período da tarde.
A paralisação dos motoristas tem provocado problemas para quem depende do transporte coletivo para voltar para casa.
Especialmente nesta terça, quando a capital enfrenta um dia de chuvas intensa.
As empresas de ônibus foram procuradas para comentar o que pretendem fazer e os motivos de não terem pagado os valores. Nem uma delas se manifestou e o espaço segue aberto.
Os motoristas alegam que a paralisação seguirá por tempo indeterminado, até que os valores sejam quitados.
O pagamento do salário depende das empresas e não de repasses da Prefeitura.
Por isso, o Prefeito Ricardo Nunes contestou a versão das empresas apresentadas aos trabalhadores.
