Por Guilherme Kalel e Nathália Garcia
Do Pauta On
27/12/2025
O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, puxou para a Corte o caso do Banco Master e tem tomado decisões controversas sobre o tema.
Uma delas foi marcar para a próxima terça-feira, 30 de dezembro, uma acariação entre o dono do banco, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e um dos Diretores do Banco Central.
Mesmo com parecer contrário da PGR e da Polícia Federal, o Ministro manteve a acariação levantando mais polemicas entorno de sua atuação no caso.
Nesta sexta-feira, 26, o Banco Central questionou a Corte sobre o motivo pelo qual a acariação foi marcada.
O BC não vê essa necessidade nesse momento, assim como a PGR e a PF também não viram.
Juristas que analisaram a decisão, apontam que a intenção é abrir margem para reverter a liquidação do Master, determinada pela Autoridade Monetária em novembro passado.
Se isso acontecer, Toffoli deve provocar uma instabilidade jurídica no Mercado Financeiro, o que pode gerar ações e outros questionamentos, de processos já conclusos ou em andamento.
O Banco Central teve sempre reputação elibada, e sempre conduziu com muita seriedade, esses processos de liquidez.
Nunca houve questionamentos, ainda mais no STF, sobre as decisões do BC.
Para juristas, a acariação proposta por Toffoli, tem a intenção de constranger o Banco Central e assim abrir caminho para reverter a liquidez do Master.
Mas na prática, impedir essa liquidez não impede a queda do banco.
O Master não tem como se sustentar, fato. Então o pano de fundo verdadeiro nessa ação, seria com a reversão, impedir a indisponibilidade de bens e recursos financeiros de Daniel Vorcaro, dono do Master.
