Brasil e Mundo

Onda de calor faz disparar consumo de água e diminui volumes de represas em SP

Sabesp pede que população use água de forma consciente com previsões de chuvas abaixo da média para janeiro

Do Pauta On

29/12/2025

O Brasil vive em 2025 um ano muito atípico no que se refere ao verão.
No começo do ano foram registradas as maiores ondas de calor dos últimos anos no país, e agora no fim do ano com a volta da estação não está sendo diferente.
Apesar do registro de temporais em muitas localidades e de seus estragos, a onda de calor tem provocado também transtornos a população em diferentes aspectos.

Em São Paulo, a situação ficou crítica nos últimos dois meses, mas piorou na última semana, pela falta de chuva e a baixa no volume de água captada de represas integradas a região metropolitana da capital paulista.
A estiagem fez esses números diminuir a dados recordes, dos últimos 10 meses. No domingo, 28 de dezembro, o sistema integrado operava com 26,2% de sua capacidade, o menor valor desde outubro, quando chegou a 24,6%.

O cenário ocorre por dois fatores, a falta de chuvas na região e o aumento expressivo de consumo d’água no calor.
A Sabesp informou que nas últimas semanas, há um crescimento exponencial de consumo d’água em São Paulo e na região metropolitana. Esse aumento foi de 66% se comparado a períodos anteriores do mês.
A estiagem e o aumento do consumo, fazem pressão no sistema de abastecimento o que tem feito a Companhia adotar medidas para evitar falta d’água.

Todas as noites, a Sabesp tem usado sistema de baixa pressão, e caminhões pipa para levar água para algumas regiões de SãoPaulo.
As iniciativas mitigam os efeitos diretos da estiagem e procuram não deixar a população desabastecida.

A Sabesp emitiu um comunicado no último 26 de dezembro, pedindo que a populaçãouse a água de forma consciente.
E que nesse período deixem de lavar calçadas, quintais, carros, e priorizem água para alimentação e higiene pessoal.

As previsões meteorológicas não são animadoras para janeiro de 2026.
Com chuvas abaixo da média previstas, a situação dos mananciais e reservatórios podem piorar segundo a Companhia.
Apesar disso diversas obras foram feitas, muitas ainda estão em andamento, para evitar o desabastecimento das pessoas que vivem na região.